A arte é uma forma de vida

Há um forte consenso entre críticos e pensadores de que a arte não deve ser vista como uma ideia abstrata, que precisa ser analisada e explicada. E, para alguns destes, se quisermos entender melhor uma obra, devemos defini-la sempre em relação a seu contexto social.

A arte seria, como diz Richard Wollheim, uma “forma de vida”. Assim como a linguagem – onde o modo como a utilizamos é sempre o reflexo de nossas experiências individuais e hábitos – a arte é fruto da vivência de seus autores, de suas crenças, contexto social, emoções, necessidades. E, assim como nossa linguagem, a arte nasce de pessoas que vivem num mundo em constante mudança.

Partindo desse conceito, a verdade e identidade de uma obra é fruto da vida do artista, de suas experiências e olhar! Essa afirmação não soa tão inédita e, de fato, não o é! Mas, da forma como Wollheim coloca, fica evidente o quão descartável e evasiva é a arte do modismo, onde músicas são compostas como fórmulas de “sucesso” e novos artistas buscam ser cópias de outros já consagrados.

A verdade que queremos proclamar exige nossa experiência individual, nosso olhar, história e trajetória. Afinal, somos feitos do caminho percorrido! E é essa individualidade que traz identidade e verdade para nossa arte e torna ainda mais linda nossa Unidade como Igreja.

Créditos da imagem: Cianelli Studios

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